Crítica: Space Jam: Um Novo Legado – HBO Max: O Filme.

Desde os rumores anos atrás sobre um novo Space Jam, eu me sentia animado em ver Pernalonga, Patolino e companhia novamente nas quadras de basquete com algum gigante. Cá estamos, LeBron “King” James é o astro da vez, e a Warner ainda deu espaço para outras propriedades aparecerem……. E os caras decidiram focar num drama genérico de pai e filho e escantear os Looney Tunes e ter quase zero fator nostalgia. Começamos bem…

Então, eu consegui gostar e Space Jam: Um Novo Legado, única e exclusivamente graças ao meu amor pelos Looney Tunes. Eu cresci vendo esses personagens e, mesmo com menos destaque do que realmente mereciam, os momentos onde os Tunes dominam são realmente interessantes. Contudo, esses momentos são muito poucos se comparados ao seus companheiros de tela, e não estou falando do LeBron, que é operante até onde consegue, mas eu me refiro mesmo aos outros dois protagonistas desse filme, o vilão Al G (Don Cheadle) e o filho de James. Cheadle até tenta criar um personagem carismático com suas caras e bocas, mas é só um bebê chorão que é ainda mais burro que os ETs da Montanha Bobolandia do filme original, e por fim, temos Dom James, de longe a coisa mais sem sal e sem qualquer carisma pra ao menos você se importar. “Ah, mas você tá querendo demais de Space Jam”, talvez. Mas é errado eu querer uma história bacaninha pra justificar o “grande jogo”? Grande jogo esse que também sofre por perder o foco principal, sendo jogado pro terceiro ato, de longe a melhor parte do filme.

Até o ponto da partida, o filme oscila entre momentos legais com Pernalonga e LeBron viajando pelos mundos da Warner, coisa que não dura tempo suficiente para ser interessante como devia, e momentos tediantes entre o vilão e o filho do astro do basquete. Toda a trajetória de LeBron enquanto recrutava os outros Looney Tunes parece um vislumbre do que esse filme poderia ter sido, visto que em nenhum momento ele se interessa em emular seu original, o que não seria ruim se ao menos fosse feito de forma operante.

Sendo justo, os 30 minutos finais são bem empolgantes, pois novamente os Looney Tunes roubam os holofotes para si, rendendo boas piadas na medida do possível e deixam completamente de lado o núcleo humano. Aí sim vemos o Space Jam que muitos queriam, e é recompensador o suficiente para você aturar os outros dois atos.

Ainda assim, Um Novo Legado me pareceu mais uma tentativa de criar seu próprio Jogador Número 1, o que não seria ruim, mas o que foi feito aqui se resume a: “Ei! Lembra desses filmes e séries que vocês adoram? E esses desenhos aqui? Nostálgico né? Sabe onde todos eles estão? NO HBOMAX! VEM PRA CÁ!”.

Space Jam: Um Novo Legado – ⭐⭐⭐

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