Crítica: Loki – Doctor Who da Marvel Studios

Desde o primeiro filme do Thor no MCU, Loki foi um personagem que me chamou a atenção graças ao espetacular trabalho de Tom Hiddleston. Um ano depois, temos o ápice da Fase 1 com o primeiro Vingadores, e Loki não somente rouba a cena como até hoje é considerado um dos melhores vilões dos filmes. Com isso, e com toda a jornada do personagem durante esses dez anos de MCU, era notável as expectativas altíssimas para sua série no Disney+, o que é bom e ruim.

Logo de início, Loki se mostra bem diferente do que muitos pensavam que seria. Seu clima de ficção científica atrelado a mistério foi me conquistando aos poucos, junto da química excepcional de Hiddleston com Owen Wilson (Mobius). No segundo episódio, eu particularmente me lembrei da minha amada Doctor Who, minha série favorita e uma das mais populares da história mundial. As situações inusitadas, os personagens emblemáticos, o senso de aventura e viagem pelo tempo e espaço com explicações mirabolantes… Tudo isso se refletia para mim como se Loki fosse o Doutor e a TVA fosse sua TARDIS. E assim foi até o seu último episódio.

Assim como a série britânica, a produção da Marvel Studios possui episódios que tem o único intuito de explicar conceitos e desenvolver personagens, o que para muitos pode soar decepcionante, esquecivel e tediante. Não me entenda mal, Loki tem sim momentos bem desnecessário, como o gigante episódio 3 que não leva a basicamente nada além da relação entre o deus da trapaça e Sylvie, vivida pela maravilhosa Sophia DiMartino, mas digo que esses episódios tem um propósito, e talvez o grande público ou os fãs mais fervorosos por algo WOOW ISSO É MARVEL pode não ser muito atrativo. Talvez se a série tivesse mais episódios isso fosse ignorado…

Outro pequeno problema é em relação aos arcos. Michael Waldron, showrunner e roteirista da série, cria jornadas distintas para todos os personagens, mas algumas ele simplesmente não fecha, inclusive a do próprio Loki não foi, diferente de WandaVision e Falcão e o Soldado Invernal. “Ah, mas é por que vai ter segunda temporada”, sim, de fato, mas isso não significa que a série pode simplesmente deixar diversas pontas soltas sem explicação. Os fãs surrados dos quadrinhos podem compreender melhor o conceito do Multiverso e de Kang, o Conquistador, apresentado aqui e vivido por um Jonathan Majors se divertindo com o papel, mas não faltaram amigos me perguntando sobre o personagem e como X ou Y aconteceram.

De todo modo, o deus da trapaça e sua jornada me trouxeram uma sensação empolgante e alucinante durante sua primeira temporada. O Multiverso finalmente ganhou forma e temos ainda mais perguntas, coisa que Doctor Who faz muito bem, e outra animação aí também faz. Rick e Morty, que também se inspira no Doutor, e que tem roteiristas que trabalharam aqui. A aventura pelo tempo e espaço continua, e parece que Loki terá bem mais trabalho para consertar as coisas, só espero que dêem um pouco mais de tempo para organizar as ideias e que a Doctor Who da Marvel continue a parecer ainda mais com minha série favorita.

Loki (1ª Temporada) – ⭐⭐⭐⭐

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