Crítica – Luca: O Feijão com Arroz da Pixar continua maravilhoso

Com o passar dos anos, nós fomos familiarizados com a estrutura de filmes da Pixar, com histórias inovadoras e temas que tocam nosso íntimo e que, em algum momento, vai nos fazer chorar. Assim, tivemos presentes inesquecíveis como o recente Soul ou os clássicos Toy Story, Procurando Nemo e Monstros S.A. Contudo, também utilizando dessa estrutura, o estúdio às vezes nos entrega o que eu vou chamar de “Feijão com Arroz”, afinal, é algo que já estamos acostumados e que já sabemos o que esperar, mas ainda assim continua uma boa pedida. E foi que vi com Luca.

A animação, dirigida por Enrico Casarosa, narra uma jornada de descobrimento do pequeno Luca, um monstro marinho que quer conhecer a superfície após encontrar outro monstro marinho, Alberto. Ao iniciarem sua aventura, eles conhecem Giulia, uma garota humana que é a “excluída” da cidade de Portorosso, no interior da Itália. Com essa informação, acho que já dá pra pensar mais ou menos no que vai acontecer no filme não é? Sim, Luca pode até ser previsível na sua premissa, contudo, o filme te faz querer acompanhar essa história graças aos seus excelentes personagens e visuais belíssimos, além de uma criação de Universo muito rica inspirada na cultura italiana e eu diria até mesmo no Studio Ghibli.

Ao decidir focar no trio, a animação acaba deixando de lado o desenvolvimento de outros personagens, até mesmo os com um exagero proposital acabam sendo apenas isso, exagero proposital. Mas o papel desses personagens e os conflitos criados por eles na história é claro como as águas da terra dos monstros marinhos, desenvolver a amizade do trio principal. Além disso, o filme ainda tem espaço para comentar sobre importantes questões para os dias atuais, que embora não sejam exploradas a fundo, são uma forma interessante de crianças e jovens terem noção de temas importantes como diferenças raciais e aprender sobre outras culturas.

No fim das contas, vejo Luca como a Pixar em uma nova fase com novos nomes no comando dos seus projetos, algo que já vem sendo feito há alguns anos e que pode até não nos entregar histórias inovadoras que vamos nos lembrar durante anos, mas que com certeza ainda nos fazem sorrir e se emocionar por alguns instantes. É uma sensação boa, quase como almoçar o bom e velho feijão com arroz. E se em algum momento você não achar isso uma boa ideia, é apenas um Bruno na sua cabeça. SILENZIO, BRUNO!

Luca – ⭐⭐⭐⭐⭐

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