Crítica – Love, Death+Robots VOLUME 2 poderia ter demorado um pouco mais pra chegar, ou melhor que nunca tivesse chegado.

Quando fomos pegos de surpresa pelo primeiro ano de Love, Death+Robots, obviamente que todos os que ficaram deslumbrados com aquelas histórias distópicas e épicas ansiaram por mais. Não demorou muito para a Netflix confirmar a Segunda Temporada, que eu particularmente achei que demoraria a chegar. Mas eis que cá estamos, apenas 2 anos depois, com o VOLUME 2. E… Infelizmente ele não devia ter vindo, ou pelo menos poderia ter demorado mais um pouco.

Contando apenas com 8 episódios, todos com uma duração pífia de no máximo 18 minutos (já com os 2 minutos de créditos finais), o novo ano da série animada antológica nem sequer arranha no mesmo nível de qualidade do seu antecessor. É quase como se Tim Miller e David Fincher, principais produtores e criadores do projeto, quisessem desesperadamente lançar algo novo para não perder o hype, e com isso perderam a capacidade de criar histórias ousadas e realmente dignas de reflexão como vimos com os espetaculares Zima Blue, Boa Caçada, Para Além da Fenda de Áquila e Três Robôs.

Longe de mim dizer que essa temporada é toda ruim, de jeito nenhum. Das 8 histórias, apenas 2 realmente me despertaram algo que talvez se assemelhe com as histórias do primeiro ano, que foram Snow no Deserto, de longe o melhor episódio, e Esquadrão de Extermínio, ambas histórias lidando com a imortalidade e como isso afetaria as pessoas. Infelizmente, todos os outros episódios ou se encerram num piscar de olhos, como é o caso da terrível e desnecessária história Pela Casa, ou seus temas não são suficientemente intrigantes para chamar atenção, como o episódio Gaiola de Sobrevivência estrelado por Michael B Jordan, ou pior, são simplesmente vazios em suas críticas e reflexões, como os péssimos episódios Atendimento automático ao cliente e, de longe o pior de todos da temporada, O gigante afogado.

É triste termos uma produção tão bem feita, com animações belíssimas e designs originais, sendo desperdiçada com temas vazios e reflexões padrão como “A Humanidade é Horrível” ou “Robô do Mal”. Já não bastasse o menor número de episódios, dez a menos que a primeira temporada, ver Love, Death+Robots seguir o mesmo caminho que Black Mirror e se perder nos seus conceitos me deixou triste. Eu poderia ter ficado sem mais, ou então poderia ter esperado mais um pouco se fosse o caso.

Love, Death+Robots VOLUME 2: ⭐⭐

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