Mulher-Maravilha 1984: Crítica Sem Spoilers

Sendo o único filme de Super-Herói do ano, e o último blockbuster do ano, não dá pra imaginar o tamanho do peso nas costas de Mulher-Maravilha 1984. E é uma pena dizer que, infelizmente, esse peso não foi compensado.

O longa de Patty Jenkins tem 2h30min de duração, onde facilmente seria possível cortar no mínimo 40 minutos. A tão aclamada década de 80 praticamente passa despercebida, com nenhuma ambientação que realmente trás alguma sensação nostálgica em relação aquela época. Nem mesmo a trilha sonora, que eu jurava que veríamos pelo menos a música Blue Monday, que embala o primeiro trailer do filme mas nem tem um trecho no filme, não engata em momento nenhum. No lugar de clássicos dos anos 80, temos Hans Zimmer extremamente apagado, algumas vezes utilizando temas reciclados para tentar nos fazer sentir alguma coisa. Sem sucesso.

Mas é no quesito roteiro que o filme mais falha. Quando cheguei a pouco mais de 1 hora de duração com apenas uma cena de Diana Prince (Gal Gadot) como Mulher-Maravilha, fiquei um pouco preocupado. Toda a história gira em torno da tal pedra que vemos Maxwell Lord (Pedro Pascal em um overacting que, pra mim, é a melhor coisa do filme) com ela durante os trailers. Mas isso não é cativante o suficiente para você se importar com toda a busca por tal pedra. Contudo, a pior coisa desse roteiro está no retorno bem questionável de Steve Trevor (Chris Pine no automático) e na vilã Barbara Minerva, que se tornara a Mulher Leopardo (Kristen Wiig fazendo o que pode pra salvar a personagem).

Primeiro de tudo, a volta de Chris Pine já possui um furo de roteiro gigante, com uma situação que pode levar muitas pessoas a fazerem questionamentos um pouco mais sérios. Segundo, seu personagem não acrescenta em nada na fraquíssima trama, nem mesmo as cenas “cômicas” dele descobrindo os anos 80 trazem algo interessante (ERA AQUI QUE DEVIAM TER COLOCADO BLUE MONDAY!!!!!!!), é completamente sem graça. O único propósito do personagem no fim das contas é fazer Diana finalmente seguir em frente, e após isso temos uma cena até interessante, mas já estamos entediados demais após 2 f*#king horas de filme.

E ah… Barbara Minerva, a Electro de Espetacular Homem-Aranha 2, o Charada de Batman Eternamente. Um desperdício enorme de uma Excelente atriz. A sensação que dá é que só existe Mulher Leopardo porque precisávamos de uma grande luta no terceiro ato, e não dava pra Diana trocar socos com Max Lord. E aí temos as duas piores coisas de todo longa, um terceiro ato apressado e bagunçado, com uma Mulher Leopardo de borracha lutando com uma Mulher-Maravilha com sua Armadura do Zodíaco totalmente subaproveitada. E após isso, temos mais uma vez a heroína vencendo o grande vilão com um discurso bonitinho, que pelo menos dessa vez é melhor que o do primeiro filme.

Mulher-Maravilha 1984 prometeu demais, mostrou demais nos seus trailers, e carregou por tempo demais um peso que nunca conseguiria carregar. Com uma trama rasa e desinteressante, personagens mal aproveitados e uma ambientação que mais parece os dias atuais do que os anos 80, temos com certeza uma das maiores, senão a maior, decepção do ano.

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